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Medicina Fetal / Ultrassonografia

Medicina materno-fetal (MFM) é um conceito amplo, que deve envolver aspectos multidisciplinares na avaliação da gestação.

O obstetra e o médico fetal em concordância, monitorizam mãe e filho, em um binômio inseparável.

Os aspectos do bebê são avaliados pelo médico fetal que utilizando-se da ultrassonografia, nos seus variáveis parâmetros, diagnostica, avalia morfologia, crescimento, desenvolvimento e peso fetal e determina riscos de doenças genéticas.
Em muitas situações, é o médico fetal, ultrassonografista, que sinaliza desvios ou desordens de desenvolvimento.

Em situações extremas, procedimentos invasivos e mais modernamente, algumas cirurgias intra-útero poderão ser sugeridas.

Diante de um atraso menstrual, o médico ginecologista / obstetra solicitará uma Ultrassonografia e exames laboratoriais.

A primeira ultrassonografia é aquela normalmente é efetuada por via vaginal. Nela será avaliado o útero e seus anexos (ovários e trompas). Quando presente, a gestação poderá ser identificada.

A chamada Ultrassonografia Obstétrica Inicial é aquela que ocorre em uma gestação de entre 6 e 10 semanas de gestação.

São objetivos dessa avaliação:

  • Determinar o número de embriões presente
  • Localizar a gestação (diagnosticando gestação ectópica ou tubária)
  • Se a gravidez está progredindo normalmente dentro do útero.

Em casos de urgência na fase inicial da gestação:

  • Útil para as mulheres que estão experimentando a dor ou sangramento na gravidez

Este exame é também conhecido como exame da TN

Realizada entre 11 semanas a 13 semanas e seis dias, geralmente via abdominal, podendo, em alguns casos, ser necessário para fazer o exame transvaginal.

Objetivos: Podemos dividir este exame em alguns objetivos, dentro os quais está o de tranquilizar a gestante, avaliar o desenvolvimento físico do bebê e calcular riscos para doenças cromossômicas ligadas a idade materna.

Medimos o tamanho do feto e a partir deste certifica-se a idade gestacional
(Caso não haja ultrassonografia precoce em que já se determina a idade gestacional com mais precisão)

Avaliar desenvolvimento das gestações gemelares, principalmente naquelas em que os bebês compartilham a mesma placenta , que pode conduzir a problemas na gravidez. Em tais casos, seria aconselhável monitorizar a gravidez mais estreitamente.

Avaliar morfologia do bebê ou seja, o desenvolvimento físico, estrutural e anatômico, com finalidade de afastar ou diagnosticar as principais anormalidades fetais. Algumas das principais alterações podem ser visíveis neste gestação. No entanto, ainda será necessário ter um exame entre 20-24 semanas, o Morfológico do Segundo trimestre.

Diagnosticar abortamento não perceptível. Infelizmente em determinadas situações ocorrem óbito fetal sem que a paciente perceba ou tenha algum sinal deste infeliz acontecimento. Nestes casos cabe ao médico fetal também o aconselhamento completo, tentando entender as possíveis causas deste problema e as opções para medidas posteriores que possam ser necessárias.

Calcular riscos para síndromes genéticas, como as trissomias, dentre elas, a mais conhecida, avaliar os riscos de síndrome de Down.

Calcular risco de parto prematuro através da avaliação precoce do colo uterino

Calcular risco de pré-eclampsia ou DHEG, maior patologia responsável pelo índice de mortalidade materna no nosso país (Brasil).

Este é o exame ultrassonográfico realizado entre 20 e 24 semanas de gestação, via abdominal.

Ele tem como objetivos:

  • Avaliar o crescimento fetal através de medidas como crânio, abdome, fêmur, úmero
  • Avaliar o desenvolvimento físico, anatômico do bebê, afim de afastar ou diagnosticar as principais malformações estruturais. Nesta etapa do exame avaliamos sistematicamente crânio, face, cérebro, coluna, membros, tórax (pulmões, coração), abdome (e todos os seus órgãos), genitais, anexos fetais (cordão umbilical, placenta e líquido amniótico).
  • Enfoque no rastreamento de cardiopatias congênitas
  • Calcular risco de prematuridade através da cervicometria ou avaliação do colo uterino
  • Calcular risco de pré-eclampsia através do Doppler das artérias uterinas

Mesmo com todos os esforços, assistência pré-natal, exames bioquímicos, ultrassonografia, as taxas de prematuridade pouco modificam. Existe na Medicina Fetal uma busca em determinar quais os grupos de risco para o parto prematuro, identifica-los e trata-los, afim de reduzir esta perigosa complicação.

Atualmente, a avaliação do colo uterino - em sua morfologia e em sua medida - consiste em um importante marcador de risco para o parto prematuro.

A ultrassonografia é realizada via transvaginal para medir o comprimento e avaliar aspectos morfológicos do colo uterino.

Recomenda-se para todas as pacientes. Uma atenção redobrada no entanto, para as mulheres que ja'possuem algum risco, sejam pela presença de uma parto prematuro em gestação anterior, gravidezes múltiplas, anormalidades do útero ou cirurgia anterior no colo do útero.

Este exame é realizada mediante o pedido do obstetra, no mesmo momento do morfológico do primeiro trimestre ou do segundo trimestre.

* As figuras Abaixo demosntram a avaliação do colo uterino. À esquerda, colo normal; à direita colo com abertura do orifício interno e do canal cervical, determinando alto risco de parto prematuro.

Segundo a Fetal Medicine Foundation:

A medida sonográfica do comprimento cervical é clinicamente útil nas seguintes situações:

  • Para predição de parto prematuro em mulher assintomáticas. Em mulheres com história prévia de parto prematuro e naquelas com anomalias uterinas, como útero unicorno, o comprimento uterino deve ser medido a cada 2 semanas entre 14 e 24 semanas. Nas mulheres sem história prévia, a medida do comprimento cervical deve ser realizada nas 20-24 semanas de gestação.
  • Predição do risco relativo de parto dentro de sete dias em mulheres com ameaça parto prematuro.
  • Em gestações com polidrâmnio no segundo ou no começo do terceiro trimestre, a medida do comprimento cervical é útil para decidir quando seguir com drenagem amniótica.
  • Em mulheres com parto cesáreo programado, a medida do comprimento cervical na 37a semana pode ajudar na decisão entre o parto com 37-38 semanas ou esperar até 39-41 semanas.
  • Em mulheres que estão indo para a indução do parto, a medida da cérvix antes do início da indução dá informação útil referente ao intervalo indução-parto, a probabilidade de parto vaginal em 24 horas e a probabilidade de cesárea.
  • Nas gestações prolongadas a medida do colo uterino na 41a semana pode predizer a probabilidade de início espontâneo de trabalho de parto e parto vaginal nos 10 dias subsequentes.

A análise fetal por meio da ultrassonografia abrange diversos aspectos, dentre eles:

Avaliação de crescimento

Essa verificação tem como objetivo verificar o crescimento e saúde do feto utilizando as medidas do tamanho da cabeça fetal, o osso da coxa e abdome e cálculo estimatimado do peso fetal, utilizando tabelas e gráficos de referência.

O crescimento é dinâmico e medidas em intervalos de 2-3 semanas são necessárias para definir normalidade e anormalidade:

  • É indicativo de crescimento normal quando as medidas da cabeça, circunferência abdominal e membros, encontram-se dentro dos limites normais para a idade gestacional.
  • É indicativo de crescimento anormal quando as medidas da cabeça e/ou circunferência abdominal e/ou membros, encontram-se abaixo dos limites normais para a idade gestacional

Avaliação de Vitalidade ou Bem Estar (ver também Perfil Biofísico Fetal)

  • Avaliar os movimentos do feto
  • Frequência cardíaca fetal
  • Identificar movimentos respiratórios
  • Avaliar quantidade de fluido amniótico
  • Dopplerfluxometria colorida
  • (veja também Doppler colorido)

O tamanho fetal é avaliado medindo-se a cabeça, circunferência abdominal e membros. A avaliação do tamanho requer tabelas de referência e conhecimento da idade gestacional

  • Tamanho da cabeça: diâmetro biparietal (DBP), circunferência cefálica (CC), diâmetro cerebelar (DC)
  • Tamanho do corpo: circunferência abdominal (CA)
  • Tamanho dos membros : Comprimento do fêmur(CF), Comprimento do úmero (UC)
  • Peso fetal estimado: calculado por diferentes associações entre as medidas da cabeça, corpo e ossos longos fetal

O estudo obstétrico com DOPPLERFLUXOMETRIA COLORIDA representa um importante recurso na análise de bem-estar do bebê, ou seja, da vitalidade fetal.

A análise precoce com Doppler da circulação placentária desempenha um papel importante no rastreio da não adequada placentação, o que determina risco elevado de complicações da pré- eclampsia , restrição de crescimento intra-uterino e morte perinatal.

Avaliação da circulação fetal é essencial na melhor compreensão da patofisiologia de uma vasta gama de patologias obstétricas

Realizamamos USG com Doppler nas seguintes circunstâncias:

  • Primeiro trimestre para rastreamento precoce de gestação de alto risco para Pré-Eclâmpsia grave e Restrição de Crescimento Fetal
  • Segundo trimestre para rastreamento de gestação de alto risco para Pré-Eclâmpsia grave e Restrição de Crescimento Fetal; Para avaliação cardíaca fetal
  • Em todas as gestações gemelares mas principalmente naquelas com única placenta
  • Em gestações de risco com Hipertensão e Diabete
  • Na avaliação da anemia fetal
  • Na avaliação de Restrição do Crescimento Fetal Intra-Útero (RCIU)

A HIPERTENSÃO é uma importante causa de complicações na Gestação.

A hipertensão induzida pela gravidez é conhecida como PRÉ-ECLÂMPSIA sendo a sua forma grave responsável pela maior causa de mortalidade materna e uma das maiores causas de morbidade perinatal e prematuridade.

Determinar a população de maior risco para o acometimento desta terrível infermidade é uma das atribuições da medicina obstétrica moderna e um dos papéis da medicina fetal.

A ultrassonografia obstétrica contribui para esse importante rastreamento.

São fatores de risco:

  • Nulliparidade (primeira gestação)
  • Idade materna ≥ 40 anos
  • Intervalo entre gestações > 10 anos
  • História familiar de PE
  • História pessoal de PE ou HG

A avaliação cardíaca fetal é realizada a cada exame e esta etapa é de extrema importância para o feto.
Avaliamos o coração em todas as etapas do seu desenvolvimento:

Na verificação dos batimentos cardíacos na ultrassonografia precoce; na avaliação direta do coração no exame morfológico do primeiro trimestre (11-14 semanas) onde também avaliamos a Transluscência Nucal (TN), o Fluxo no Ducto Venoso (DV) e na Válvula Tricúspide (VT); na avaliação direta do coração no exame morfológico do segundo trimestre, entre 20-24 semanas.

Um exame com especialista do coração fetal é recomendado para:

  • Mulheres com história familiar de anormalidades cardíacas congênitas, aqueles com diabetes mellitus e aqueles que tomam drogas antiepilépticas;
  • Os fetos com suspeita de defeito no coração e aqueles com aumento da translucência nucal ou determinadas anomalias não cardíacas detectadas durante os exames de rotina

Nosso clínica disponibiliza especialistas em exames cardíacos fetais, Dra. Mirela Frederico e Dra. Thais Barreto.

O Exame deverá ser feito entre 24-32 semanas preferencialmente ou poderá ser antecipado quando indicado pelos exames de rastreamento.

O diagnóstico das cromossomopatias requer testes invasivos como a amniocentese ou a biópsia de vilo corial (BVC)

AMNIOCENTESE

Que é amniocentese ?

A amniocentese é um procedimento invasivo que consiste em coletar líquido amniótico.
As células do líquido amniótico se originam a partir do bebê e por isso os cromossomos presentes nestas células são os mesmos que os do bebê .

Como é feito a amniocentese ?

A amniocentese envolve a passagem de uma agulha fina para dentro do útero com objetivo de aspirar uma pequena quantidade de líquido amniótico. A agulha é cuidadosamente observada usando ultrassonografia.
Líquido amniótico é urina fetal e a quantidade removida serão repostas dentro de algumas horas.
O procedimento é rápido e muito bem toledado. Após o término nós verificamos que o batimento cardíaco fetal é normal.

BIÓPSIA DE VILO CORIAL (BVC)

Que é Biópsia de Vilo Corial ?

A BVC é um procedimento invasivo que consiste em coletar material fetal retirado da aspiração de células da placenta que possuem DNA fetal

Como é feito a BVC ?

O procedimento, assim como na amniocentese, é tudo guiado pela ultrassonografia. Após anestesia do local, o procedimento envolve a passagem de uma agulha fina para dentro do útero, seguido da placenta, com objetivo de aspirar material com conteúdo celular fetal

O procedimento é rápido e muito bem toledado. Após o término nós verificamos que o batimento cardíaco fetal é normal.

O que devo esperar após um procedimento invasivo?

Em alguns relatos, desconforto ou eventual cólica pode estar presente. Habitulmente o procedimento é bem tolerado e sem queixas.

Em caso de febre ou perda de líquido, deve nos contactar imediatamente.

Quando posso esperar para obter os resultados?

Os resultados para a síndrome de Down e outras grandes defeitos cromossômicos são geralmente disponíveis dentro de 3 dias, no modo rápido, podendo ser obtido em até 10 dias na análise convencional. Os resultados para os defeitos raros, caso solicitados, podem demorar até 2 semanas. Assim que tivermos os resultados, vamos chamá-los para que vocês saibam .

Quais são os riscos associados a um procedimento invasivo?

O risco de aborto devido a amniocentese é de cerca de 1 % e este é o mesmo que o risco da biópsia de vilo corial. O risco de abortamento é maior nos primeiros 5 dias. Alguns estudos têm demonstrado que, quando a amniocentese é realizada antes de 16 semanas , há um pequeno risco de o bebê desenvolver pés tortos. Para evitar esse risco , nunca realizar a amniocentese antes de 16 semanas. A BVC não deve ser realizada antes das 11 semanas pois a BVC precoce está associada a alguns defeitos fetais.

Uma das mais notáveis ??tecnologias é a aplicação da imagem em 3D / 4D a A30 é o seu reconhecimento facial apresenta para 4D imagem.
Disponibilizamos de equipamento dotado da mais alta tecnologia em 4D " babyface" , corrigindo automagicamente a imagem por meio de seu software. Ele é o primeiro software de seu tipo.

Qual é a diferença entre 3D e 4D de imagem?

Movimento.

Isto é semelhante à diferença entre uma foto de sua câmera ou um vídeo. 3D é uma única imagem, enquanto 4D é uma imagem ao vivo, em tempo real.
Em situações obstétricas 4D, você seria capaz de ver o movimento do bebê, sorriso, bocejo, alongamento, etc
A imagem em 3D é uma imagem estática enquanto 4D é a imagem contínua ao vivo.

Os exames podem ser gravados em video através DVD ou armazenadas fotos em CD.

O que é a Pesquisa de DNA FETAL no sangue materno?

A análise do DNA livre de células no sangue materno nos fornece uma forte indicação de que o feto tem baixo ou alto risco de ter uma cromossomopatia, destas a trissomia 21 (síndrome de Down ) , trissomia 18 (síndrome de Edwards) ou trissomia 13 (síndrome de Patau ).

Qual a taxa de detecção do método?

Este teste continua sendo, até o presente momento, uma forma de rastreamento. Ele não diagnostica todos mas rastreia 99 % dos fetos com trissomia 21, 97 % dos fetos com trissomia 18 e 92 % dos fetos com trissomia 13.

Como analisar o resultado?

Se o teste indicar que existe um risco elevado para feto com trissomia 21 ou 18 ou 13, isto não significa que o feto definitivamente tem um desses defeitos . Neste caso, o resultado definitivo poderia ser obtido por Biópsia de Vilo Corial ou por Amniocentesese.

A pesquisa de DNA fetal no sangue materno substitui o exame morfológico?

Não, de maneira nehuma. O exame de sangue não fornece informações sobre defeitos físicos, tais como coração ou anormalidades cerebrais e espinha bífida , ou o crescimento fetal. É imperativa a necessidade do exame morfológico do primeiro trimestre (11-14 semanas) e do segundo trimestre (20-24 semanas), bem como 26-32 semanas para examinar o crescimento fetal.

O que é o ácido fólico?

O ácido fólico ( também conhecido como folato ou folacina ) é uma vitamina do complexo B . Os alimentos ricos em ácido fólico incluem alguns grãos , vegetais verdes (espinafre , brócolis ) , carnes (fígado ) e leguminosas (lentilhas e feijão ) . Embora presente nesses alimentos , pode ser difícil de obter o suficiente de ácido fólico da dieta.

O folato é essencial para o desenvolvimento normal da coluna vertebral, do cérebro e do crânio do seu bebê , especialmente durante as primeiras quatro semanas de sua gravidez. Ele ajuda do tubo neural do bebê desenvolver-se adequadamente durante a gravidez e protege contra defeitos do tubo neural ( DTN) . Ele também pode diminuir o risco de outros problemas no bebê recém-nascido , tais como lábio leporino e fenda palatina ou coração e defeitos do trato urinário.

O que é um tubo neural?

Sistema nervoso central de um bebê começa a se desenvolver no início da gravidez. Quando isso acontece, forma-se uma placa neural que se dobra sobre si própria e se torna o tubo neural. Uma extremidade do tubo neural forma o cérebro , e o resto das formas da medula espinhal.

O que é um defeito do tubo neural?

Defeitos do tubo neural acontece o tubo neural não se fecha em um determinado local, podendo ser desde o cranio até a coluna sacral. Este defeito quando acomete a coluna é chamada de espinha bífida ou meningocele (meningomielocele) e quando acomete o cranio, chama-se acrania que evoluirá para anencefalia.

Quando defeitos do tubo neural acontece?

DTN acontecer 25-29 dias após a concepção , antes de muitas mulheres sequer perceber que estão grávidas. É por isso que é importante para as mulheres a comecem a tomar suplementos de ácido fólico pelo menos 3 meses antes de engravidar.

Quanto ácido fólico devo tomar?

A maioria das mulheres saudáveis ??devem complementar sua dieta com 0,4 mg (400 microgramas) de ácido fólico por dia . Normalmente você pode encontrá-lo em um multivitamínico diariamente.

Algumas mulheres podem precisar de um suplemento diário de maior até 4 mg de ácido fólico. Estas são as mulheres que:

têm uma história familiar de DTN ( irmão , pai, primo ),
tem diabetes , epilepsia , doença hepática avançada ou doença inflamatória do intestino,
tiveram a cirurgia de redução do estômago
tem uma história de uso excessivo de álcool, ou
ter tido um recém-nascido vivo ou natimorto anterior com um NTD.

Quando avaliar se exite defeitos do tubo neural?

Há dois testes disponíveis para a detecção de DTN no segundo trimestre da gravidez:
Um exame de sangue que mede o nível de uma proteína chamada " fetoproteína alfa ", ou AFP no sangue da mãe. Este teste é normalmente realizada entre 16 e 18 semanas de gravidez.
No exame de ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre (11-14 semanas) onde avaliamos a translucência intracraniana (é diferente da translucencia nucal) e no exame morfológico de segundo trimestre.

Ecocardiograma Fetal

A cardiopatia congênita é a malformação mais frequentemente relacionada com morbidade e mortalidade na infância com incidência de 8-10/1.000 nascimentos.

Abrange cerca de 25% de todas as malformações congênitas, 50% das causas de óbitos por malformações congênitas e 15% dos óbitos infantis.

Muitas cardiopatias graves, com necessidade de atendimento clínico-cirúrgico de emergência logo após o nascimento, passaram a ter seu diagnóstico conhecido ainda na vida intrauterina, propiciando o planejamento antecipado das ações a serem adotadas pela equipe médica no pós-parto imediato ou mesmo durante a vida fetal.

A ecocardiografia fetal é o exame ideal para avaliação pré-natal destas patologias.

A técnica está disponível desde a década de 70 e vem passando por aprimoramento contínuo.

O exame utiliza técnica de ultrassom e permite a descrição da anatomia cardíaca, distúrbios de função e ritmo. Deve ser realizado por cardiologista ecocardiografista com especialização em ecocardiografia fetal.

O período para realização do exame é a partir de 20 semanas de gestação (via transabdominal) sendo a 28ª semana a época ideal em termos de resolução da imagem.

Pode ser feito até o final da gestação mas com prejuízo da qualidade das imagens neste período (posição fetal e calcificação óssea).

Existe população de Risco?

Até há pouco tempo o exame era realizado em gestantes com algum fator de risco - exemplo: idade superior a 35 anos, história de cardiopatia congênita na família, gestação múltipla, alteração em ultrassom morfológico, doença materna como diabetes, uso de teratogênicos.

Hoje sabe-se que a maioria dos bebês que nascem com algum problema cardíaco não apresenta fator de risco identificado.

Assim, a Sociedade Brasileira de Cardiologia indica a realização do exame em todas as gestações como exame de rotina pré-natal.

Pediatria Clínica

A pediatria é a especialidade médica dedicada à assistência à criança, nos seus diversos aspectos, sejam eles preventivos ou curativos.

Os aspectos preventivos envolvem ações como aleitamento materno, vacinação, prevenção de acidentes, além do acompanhamento e das orientações necessárias a um crescimento e desenvolvimento saudáveis (puericultura).
Já os curativos correspondem aos diversos procedimentos e tratamentos das mais diversas doenças exclusivas ou não da criança e adolescente.

O pediatra é o médico com formação dirigida exclusivamente para os cuidados da criança e do adolescente, com uma formação que compreende no mínimo três anos de residência médica.

A febre é um sintoma que pode estar relacionado com diferentes processos patológicos no período neonatal. Assim como na infância, é uma importante causa de atendimento em emergências pediátricas.

A febre pode ser a primeira manifestação de processos virais, infecções bacterianas severas ou ainda nos casos de perda ponderal excessiva secundária à baixa ingesta na primeira semana de vida. Pode-se considerar que o sistema imunológico do recém-nascido e do lactente jovem, até o terceiro mês de vida, ainda apresenta certa incompetência, que tende a melhorar ao longo deste período. Ao nascimento percebe-se um maior número de linfócitos “T” e “B”, quando comparado com os níveis em adultos, porém a função dessas células no recém-nascido é diminuída.

As infecções virais ainda representam a mais frequente causa de febre no período neonatal e no lactente jovem.
Quando se trata de infecções bacterianas os agentes mais prevalentes são a Escherichia coli, Estreptococos do grupo B e Estafilococos aureus; em algumas ocasiões ainda pode-se citar a Listeria monocitogenese;12 a 28% de todos os neonatos febris admitidos na emergência pediátrica possuem uma infecção bacteriana séria. Suas manifestações mais frequentes neste período são: infecções do trato urinário, bacteremia, gastroenterites bacterianas, meningites bacterianas e infecções dermatológicas.

A pesquisa laboratorial deve ser criteriosa e direcionada à sintomatologia do neonato e do lactente jovem, haja vista que algumas alterações laboratoriais são inespecíficas e precisam de uma melhor correlação com o quadro clínico. Assim como o tratamento, deve ser direcionado a minimizar os sintomas e se for o caso, tratamento específico para a causa. Nos recém-nascidos faz-se mandatório o internamento em unidades de terapia intensiva neonatal para investigação e elucidação diagnóstica, não sendo indicada a observação domiciliar.

Como os pais podem apoiar o desenvolvimento saudável

O cérebro do seu bebê precisa de uma base forte. Consistentes relacionamentos amorosos ajuda a construir cérebros saudáveis ??e proteger o seu bebê contra os efeitos negativos do estresse.

O cérebro do bebê é construído ao longo do tempo : Começa durante a gravidez, e continua até início da idade adulta . E, como um edifício, ele precisa de uma base forte.

O cérebro é composto de diversas áreas que controlam tudo o que fazemos , do ouvir ao caminhar, a fim de criar formas de resolução de problemas, a admistrar nossos sentimentos. Cada área tem milhões de células cerebrais, ou neurônios . Esses neurônios se comunicam uns com os outros , passando mensagens químicas sobre espaços minúsculos chamados sinapses. Como as mensagens são repetidas várias vezes, mais ligações são feitas e " vias neurais " são formados. Pense nestas vias como " fiação". No cérebro, nos primeiros anos de vida , essas conexões se desenvolvem em um ritmo extremamente rápido.

Então como é que esse desenvolvimento aconteçe? É aí que os pais entram. Você pode ajudar o cérebro do seu bebê a desenvolver de forma saudável . Não é preciso ser brinquedos ou equipamentos especiais , e é mais fácil do que você imagina! São as experiências do dia a dia. Relacionamentos são cruciais. Consistentes relacionamentos amorosos , positivos, ajudarão a construir cérebros saudáveis

Os bebês necessitam de espaços saudáveis ??com oportunidades para aprender e crescer. E eles precisam de você para aprender a reconhecer quando eles estão cansados??, ou fome, ou estressado ou que querem um abraço um carinho. Eles querem mostra-lhes que podem contar a você quando está doente, triste ou angustiado , e que você pode satisfazer as suas necessidades. Os bebês precisam de seus pais e cuidadores para responder a elas com amor.

Atividades divertidas : falar, ler e cantar para o bebê são todos divertidos e fáceis maneiras de ajudá-la a crescer. Portanto, são jogos simples, diários e fáceis de realizar no dia a dia.

Boa comida: Se você é capaz de amamentar , o leite materno é o melhor alimento que você pode dar ao seu bebé durante os primeiros 6 meses de vida (e muito além , com alimentos complementares ) . Quando amamenta, laços de amor são fortalecidos, dedes o toque ao olhar, um sorriso, são todas as experiências positivas. Conforme seu bebê cresce , não se esqueça de oferecer alimentos ricos em ferro e alimentos com uma variedade de nutrientes , como frutas e vegetais.

Seu bebê não precisa de brinquedos caros . Os amorosos e rostos sorridentes de adultos que respondem a eles são os melhores brinquedos de sempre. Os bebês precisam de interagir ativamente com você e outras pessoas em suas vidas, e explorar o seu mundo . Tempo de tela DE TV não é recomendado para crianças com menos de 2.

Como posso manter o meu filho a salvo do sol?

Evite a exposição ao sol por longos períodos de tempo.
Gradualmente aumente a quantidade de tempo que você gasta ao ar livre com seu filho.

Para evitar queimaduras solares:

Sempre proteger os bebês contra o sol:
Limitar a exposição ao sol , especialmente nos horários de pico,
Cubra seu bebê com roupas soltas; bonés, chapéus, toucas são bem-vidos
Utilize um carrinho com guarda-sol para cobrir seu bebê,
Protetor solar com FPS 30 nas áreas expostas são úteis mas consulte idade apropriada para o uso.
Certifique-se de que as áreas de lazer possuem sombra ou guarda- sol.
Incentivar as crianças a beber muitos líquidos , especialmente água.

São sinais de desidratação a sede, fadiga, perna ou dores de estômago e pele fria e úmida.

Mais importante ainda, dar o exemplo e não se esqueça de se proteger do sol também.

Cirurgia Pediátrica

Dra. Niele Gonzaga
Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica

O conhecimento das anomalias congênitas de tratamento cirúrgico passou por grandes mudanças nos últimos anos. Uma das mais importantes é a possibilidade do diagnóstico pré-natal através da ultrassonografia, evitando 'surpresas' na sala de parto e oferecendo possibilidade de intervenção no ambiente intra-uterino e no feto.

Um dos primeiros sinais de alerta para a possibilidade de anomalia fetal é a quantidade maior ou menor de líquido amniótico. A polidramnia (excesso de liquido amniótico) associada à não visualização da câmara gástrica é um sinal fortemente sugestivo de atresia do esôfago, presente também nas obstruções mais distais do tubo digestivo. A oligodramnia e a adramnia (pouco ou ausência de liquido amniótico) têm relação com patologias obstrutivas do trato urinário e chama a atenção do neonatologista para a possibilidade de anomalia do desenvolvimento pulmonar. Grande número dessas anomalias, entretanto pode cursar sem alteração do liquido amniótico.

O estudo da morfologia fetal leva ao diagnóstico pré-natal de grande número de patologias, contribui para a conduta obstétrica em relação ao momento e ao tipo de parto e permite a avaliação da necessidade de maior ou menor intervenção intra-útero para assegurar a sobrevivência fetal. A experiência do examinador é fundamental para a tomada de decisões junto ao obstetra, neonatologista e cirurgião quanto à conduta a ser adotada.

Quando o diagnóstico pré-natal de uma anomalia congênita está estabelecido ou é fortemente suspeito, um dos pontos de maior importância é a programação do parto em conjunto com equipe multidisciplinar em Centro de Referência para o tratamento da patologia. O diagnóstico definitivo só será possível, em algumas ocasiões, após o nascimento.

O QUE É REFLUXO

É o retorno do conteúdo gástrico ao esôfago, decorrente de uma diminuição da função de uma válvula (esfíncter) que se localiza entre o esôfago e o estômago

COMO O REFLUXO PODE SE MANIFESTAR

O retorno do conteúdo gástrico ao esôfago pode exteriorizar-se clinicamente através do vômito e/ou regurgitação (golfadas), ou por outros sintomas, tais como, anemia, falta de apetite, dificuldade de ganho de peso, irritabilidade, azia, enjôo, dor ou queimação no peito que são consequentes à esofagite de refluxo (inflamação do esôfago). Halitose, aftas e soluço também podem ocorrer. Outra forma de apresentação clínica é através da presença de sintomas respiratórios (chiado no peito, bronquite, asma, broncopneumonia, tosse crônica, laringite, amigdalite, faringite, rinite,otite, sinusite, nódulos de corda vocal, rouquidão, apnéia ou parada da respiração, engasgos,pigarro).

REFLUXO FISIOLÓGICO

A maioria dos bebês antes de seis meses de idade apresenta Refluxo Gastroesofágico Fisiológico, ou seja, vomitam ou regurgitam, mas sem conseqüências para o seu desenvolvimento. À medida que se desenvolvem e começam a receber alimentos mais consistentes, principalmente após os seis meses de idade, os sintomas melhoram.

COMO DIFERENCIAR REFLUXO FISIOLÓGICO DA DOENÇA DO REFLUXO

As crianças com os outros sintomas referidos acima são portadores da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).

QUAL O SEGUIMENTO PARA AS CRIANÇAS PORTADORAS DE RGE

As crianças com refluxo gastroesofágico devem ser acompanhadas durante toda a infância, pois embora a maioria delas irá cessar os sintomas, outras continuarão com os mesmos, ou ainda apresentarão outras alterações clínicas associadas ao refluxo. É muito importante o seguimento destas crianças, para que se possa fazer o diagnóstico precoce da esofagite de refluxo, e da associação com sintomas pulmonares e otorrinolaringológicos, já que o tratamento dos mesmos evitará complicações futuras e melhor qualidade de vida.

COMO DIAGNOSTICAR O RGE

O diagnóstico do RGE É CLÍNICO.
O RX contrastado do esôfago-estômago-duodeno (EREED) é importante para demonstrar se existe alguma malformação congênita desta região que possa estar produzindo o refluxo.
A cintilografia esofágica é um método radiológico que avalia a presença de aspiração pulmonar que possa justificar os quadros de bronquite e broncopneumonia.
A phmetria esofágica de 24 horas é realizada através da colocação de uma sonda pelo nariz, na parte inferior do esôfago para medir o pH no esôfago durante 24 horas. Se êste pH for semelhante ao do estômago em frequência e tempo que obedeça parâmetros estipulados pelos estudos, indica que a criança tem um refluxo gastroesofágico fisiológico ou patológico. A endoscopia digestiva alta é indicada para avaliar o grau de inflamação do esôfago (esofagite).

TRATAMENTO

Consiste em medidas posturais e de hábitos diários, medidas medicamentosas e cirurgia.

MEDIDAS POSTURAIS

- Elevar a cabeceira da cama em um ângulo de 30 a 45º e, na medida do possível, colocar bebê deitado do lado esquerdo.

MEDIDAS DIETÉTICAS

- Aleitamento materno exclusivo
-Fracionar a dieta : oferecer menor volume e mais vezes, para evitar a distensão do estomago que é um fator de piora dos sintoma
- O espessamento da mamadeira pode ser indicado somente pelo pediatra, lembrando que algumas vezes este procedimento causa piora dos sintomas, já que o leite engrossado pode se tornar mais difícil de ser digerido. - as mamadeiras devem ser tomadas com o bebê em posição semi-elevada e, após as mesmas, esperar pelo menos quarenta minutos para deitar. As crianças maiores devem ficar mais tempo sentada ou brincando – é importante não deitar após a refeição. - é muito importante a forma como a mãe segura seu filho durante a amamentação ou administração da mamadeira, apoiando toda coluna da criança em seus braços, evitando-se assim a flexão do abdome. - não oferecer mamadeira para dormir e durante a madrugada.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

Só deve ser prescrito pelo médico, e consiste em dificultar o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, reduzindo a acidez sobre esse órgão. - os medicamentos que inibem a secreção ácida mais frequentemente utilizados em nosso meio são: ranitidina,omeprazol, lansoprazol, pantoprazol. - Os medicamentos que tonificam o esfíncter esofageano inferior (válvula) mais comumente utilizados em nosso meio são: domperidona e bromoprida. - o tempo mínimo de tratamento é de dois a três meses, podendo durar anos em alguns pacientes.

TRATAMENTO CIRÚRGICO : FUNDOPLICATURA

Está indicado na falha do tratamento clínico e consiste na confecção de válvula no final do esôfago utilizando-se o fundo do estômago.

O que é fimose? Quando tratar? As “massagens” resolvem? Quando operar?

A fimose pode ser classificada em fisiológica (natural) e não fisiológica (necessita tratamento). Quase todo bebê do sexo masculino nasce com ela - afinal, os meninos vêm ao mundo com uma pele (chamada de prepúcio), grudada à glande, a cabeça do pênis. Essa é a fimose fisiológica e não é motivo de preocupação desde que não provoque a obstrução do fluxo urinário e, como consequência, uma infecção ou inflamação. Por volta de 1 ano e meio, o prepúcio já começa a se abrir, mesmo sem que ocorra a exteriorização da glande. A fimose propriamente dita (não fisiológica) é diagnosticada quando há uma espécie de anel apertando essa extremidade, o que impede que o prepúcio seja recolhido.

Geralmente, antes dos 2 anos, o prepúcio se solta naturalmente. As massagens servem exclusivamente para os casos de acolamento, isto é, quando o prepúcio fica grudado à glande. Elas devem ser orientadas por um cirurgião ou pediatra. Exercícios exagerados esgarçam a pele, que, ao cicatrizar, tende a se tornar menos elástica, estreitando mais o anel. Ou seja, o que não era fimose vira fimose.

O Cirurgião Pediátrico deve acompanhar a evolução do paciente, indicando a cirurgia quando há postites frequentes, que, traduzindo para o português, são infecções da pele que cobre o pênis. Ela também é indicada para as parafimoses, quando, após muito esforço, a glande é exteriorizada e não consegue voltar mais à posição normal, causando inchaço e dor. Por fim, também há os casos em que a pele do orifício por onde sai o xixi é muito estreita, o que gera dor durante a micção.

Em cerca de dez dias, geralmente todos os pontos já caíram e o inchaço desapareceu. A partir desse período, o menino pode voltar às atividades normais. No entanto, é aconselhável evitar por mais algumas semanas atividades que ofereçam risco de contusões, como andar de bicicleta.

Após o procedimento, é necessário seguir rigorosamente as recomendações do Cirurgião Pediátrico, como usar analgésicos e pomada cicatrizante para tentar conter o inchaço, fazer banhos de imersão. Alguns pacientes sentem incômodo após a cirurgia: isso acontece porque a ponta do pênis, sem a pele sobre ela, fica mais exposta e, assim, mais sensível. Trata-se de algo normal e adaptativo, que varia de acordo com a sensibilidade de cada garoto.

Ocorre em cerca de um para cada seis mil nascimentos. Consiste em uma falha do retorno das vísceras para a cavidade abdominal no final da 10a semana de vida intra-uterina. A membrana que envolve o cordão umbilical recobre as vísceras exteriorizadas.

O conteúdo da onfalocele varia desde uma pequena quantidade de líquido até a presença do fígado e grande quantidade de alças intestinais . A onfalocele pequena (com diâmetro do defeito < 2 cm) é também chamada de hérnia do cordão umbilical. A onfalocele extensa tem quase sempre o fígado em seu interior e apresenta grande dificuldade para o fechamento primário. Entre 30 e 40% das onfaloceles têm anomalias associadas: cardiovasculares (25-30%), gastrointestinais (20%), geniturinárias (15%), neurológicas (5%), de extremidades (10%) e outras (12-20%).

A cirurgia da tratamento da onfalocele consiste na redução das vísceras exteriorizadas e no fechamento da parede abdominal. Nos grandes defeitos, onde esse fechamento não é possível, utiliza-se uma bolsa de silicone com redução progressiva do conteúdo para o interior da cavidade abdominal.

O prognóstico da onfalocele está geralmente relacionado ao seu volume, à maior ou menor dificuldade de fechamento do defeito, à existência e ao tipo de anomalias associadas.

É a exteriorização das vísceras abdominais (em geral estômago e alças intestinais) através de defeito na parede abdominal à direita do cordão umbilical, que está em sua posição habitual. O diâmetro do orifício pode variar de 1 a 15 cm. Nos casos em que esse diâmetro é muito pequeno, pode ocorrer estrangulamento e necrose extensa do intestino exteriorizado, associado à atresia intestinal (obstrução do intestino). Nos grandes defeitos, as exteriorizações de bexiga, útero, trompas, parte do fígado, vesícula e baço são comuns. É rara a ocorrência de anomalias associadas, sendo mais freqüente a atresia do intestino delgado ou do colon.

O suporte inicial na sala de parto e estabilização do recém nascido são essenciais. A correção cirúrgica primária é conseguida em cerca de 70 a 80% dos casos. Em 20 a 30% dos casos a utilização de uma bolsa de silicone (silo) é necessária para envolveras alças intestinais e a redução é lenta e gradual por ordenha progressiva (de dois em dois dias) até a sua retirada e o fechamento da parede abdominal, entre 7 e 10 dias. Os prematuros ou os pacientes que sofreram aspiração de mecônio constituem um grupo especial no qual o fechamento primário pode não ser tolerado, devido à desproporção entre o tamanho da cavidade abdominal e o volume de alças intestinais exteriorizadas e à imaturidade pulmonar. A assistência ventilatória e a nutrição parenteral são recursos indispensáveis. Nos casos em que o fechamento primário é feito, o início da alimentação ocorre mais precocemente. Quando a colocação de silo é necessária, a evolução é mais lenta, a alimentação é iniciada mais tarde e a incidência de infecção é maior.

O prognóstico é favorável em 80 a 90%. A morbidade e a mortalidade estão diretamente relacionadas à prematuridade, à atresia intestinal associada, a aderências pós operatórias , a grandes ressecções intestinais com síndrome do intestino curto e à infecção.

No RN do sexo masculino, o testículo pode não ser visível ou palpável na bolsa escrotal, estando localizado no canal inguinal ou mais alto, no retroperitônio. Em muitas ocasiões está associado a hérnia inguinal. O tratamento cirúrgico deve ser em torno de 6 meses de vida para evitar alteração do desenvolvimento do testículo.

O testículo ainda pode ser retrátil – chega à bolsa testicular, mas algumas vezes sobe para a região inguinal.

HÉRNIA inguinal - TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER

A hérnia é uma pequena saliência que geralmente aparece perto do umbigo ou da virilha (inguinal) quando um órgão ou tecido está fora do lugar. Ela surge em uma abertura da parede muscular do bebê, que deveria estar fechada.
Hérnias de diafragma exigem cirurgia nas primeiras horas de vida (ou até dentro do útero). Hérnias inguinais são corrigidas cirurgicamente, sem urgência mas também sem demora. Já as hérnias umbilicais podem se fechar sozinhas, sem necessitar intervenção – que geralmente é realizada a partir de 02 anos de idade.

Ocorre quando líquido, gordura, tecidos ou parte de um órgão (como intestinos ou ovário, no caso de menina) passam através do abdome para a região do canal inguinal na virilha, a área entre o abdome e a coxa.

Quem tem mais riscos

É mais comum em prematuros e atinge mais meninos do que meninas. Isso talvez ocorra porque, durante a gestação, os testículos se desenvolvem no abdome até mais ou menos os 7 meses de gravidez, quando atravessam a parede abdominal e seguem, através do canal inguinal, até a bolsa (ou saco) escrotal.
A partir daí, o canal teria que se fechar, mas isso nem sempre acontece, e os testículos podem se movimentar e se instalar na parede abdominal. Em alguns casos, a hérnia pode aparecer na própria região escrotal.
Em meninas, a hérnia pode permitir a passagem da trompa de Falópio ou de um ovário, que ficam salientes na virilha. Há ainda casos de hérnia na área genital, quando a vulva aumenta de repente de tamanho, normalmente mais de um lado que do outro.

Quais as possíveis complicações

Se algum desses órgãos passar pela hérnia e não conseguir voltar ao seu local de origem, pode ocorrer o ENCARCERAMENTO. Você vai notar que o caroço de repente ficou maior, mais duro ou mais escuro e que não é possível reposicioná-lo novamente na parede abdominal. A criança poderá sentir dor e vomitar. Neste caso vá para o pronto-socorro imediatamente, pois essa é uma condição de urgência, quando se impõe a imediata correção cirúrgica ou redução maunual da hérnia, se for possível. Essa condição será adequadamente avaliada pelo Cirurgião Pediátrico, capacitado para julgar qual a melhor indicação no momento.
Na maioria dos casos em que não há tal encarceramento, a cirurgia deve, preferencialmente, ser programada para o mais breve possível: se a criança tiver anemia importante ou virose, ela deve ser tratada e logo operada para evitar tais complicações.

Quem deve operar, aonde e como

A cirurgia será realizada por Cirurgião Pediátrico, em Centro Cirúrgico capacitado para atendimento da criança, sempre sob anestesia geral. Geralmente dura cerca de 30-60 minutos, e a criança recebe alta no mesmo dia.
No período pós operatório é recomendado que a criança diminua suas atividades de esforço (esportes, educação física...) para evitar riscos de recorrência, já que o aumento da pressão durante tais movimentos sobre a área operada pode atrapalhar a cicatrização, retornando a hérnia.

Dra. Niele Gonzaga
Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica

HÉRNIA UMBILICAL - TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER

A hérnia é uma pequena saliência que geralmente aparece perto do umbigo ou da virilha (inguinal) quando um órgão ou tecido está fora do lugar. Ela surge em uma abertura da parede muscular do bebê, que deveria estar fechada.
Hérnias de diafragma exigem cirurgia nas primeiras horas de vida (ou até dentro do útero). Hérnias inguinais são corrigidas cirurgicamente, sem urgência mas também sem demora. Já as hérnias umbilicais podem se fechar sozinhas, sem necessitar intervenção – que geralmente é realizada a partir de 02 anos de idade.

O que fazer se houver suspeita de Hérnia Umbilical

Caso seu filho tenha uma hérnia umbilical, é possível que você note que a área em volta do umbigo incha quando ele chora ou faz força para evacuar, por exemplo. Isso normalmente acontece por causa da pressão de dentro do abdome.
Embora possam parecer um tanto assustadoras, em casos raros chegam até a ficar do tamanho de um limão , as hérnias umbilicais geralmente não representam problema: na grande maioria das vezes, a condição não causa dor e não é prejudicial à criança. O importante é que a área não esteja sensível ou inchada demais e que a saliência seja mole.
Se o bebê estiver com algum desconforto, fale com o cirurgião pediátrico o mais rápido possível, porque algumas hérnias de fato exigem tratamento cirúrgico, com uma operação simples, que normalmente não exige nem que a criança durma no hospital.
O mais provável, no entanto, é que a hérnia vá embora por conta própria quando a criança estiver com 2 ou 3 anos. Depois disso, se ela não sumir, o cirurgião pediátrico vai avaliar a necessidade da cirurgia.
Em situações extremamente raras, um pedaço dos intestinos do bebê pode ficar preso na região, cortando o fluxo de sangue e exigindo uma intervenção cirúrgica imediata. Se você notar inchaço, sensibilidade ou mudança de cor na área, especialmente se seu filho estiver vomitando ou com dor, leve-o ao pronto-socorro com urgência.
A correção cirúrgica deve ser programada eletivamente, quando a criança estiver sem gripe, anemia ou viroses, com exames atualizados e em Centro Cirúrgico capacitado para atendimento pediátrico. A cirurgia dura em média 20 minutos, é sempre sob anestesia

Psicologia Clínica

“Maternar é contar ao sujeito quem ele é e capacitá-lo para ser quem ele quer ser.”
(IACONELLI, V., 2012).*

A Clínica Sérgio Matos também conta com um Serviço de Psicologia Perinatal

A Psicologia Perinatal é um campo da Psicologia que atua junto ao ciclo gravídico-puerperal, ou seja, um acompanhamento desde a gravidez até o puerpério incluindo etapas que antecedem e ultrapassam esse ciclo como a infertilidade, aborto, fertilizações outros fenômenos.

É a oferta de um espaço para o acolhimento e a escuta da gestante e sua família que tem se mostrado muito importante tanto para o estabelecimento do vínculo entre a mãe e o seu bebê como para as gestantes e os pais poderem falar deste momento de inúmeras transformações e mudanças de papéis.

O Serviço de psicologia da clínica oferece atendimento individualizado à mãe, ao pai e ao bebê, além de um atendimento especializado a família quando necessário. Além das alterações físicas no processo da gestação e puerpério, estão presentes inúmeras alterações emocionais que afetam os sujeitos envolvidos nele. Logo, os aspectos emocionais precisam ser cuidados com especial atenção tendo em vista os seus possíveis impactos: a dificuldade vincular nos cuidados básicos com o bebê, a depressão pós-parto, a dificuldade na relação conjugal, o risco de um transtorno emocional da infância, entre outros.

Os profissionais de psicologia da clínica são capacitados e especializados para contribuir em qualquer fase da gestação e do puerpério para um melhor enfrentamento deste singular e subjetivo processo de gestar uma vida.

EQUIPE:
Camilla Carmelo de Siervi – CRP: 03/4877
Ludiana Moreno – CRP: 03/9182