NOSSAS ESPECIALIDADES

Assistência multidisciplinar e especializada para o conforto e segurança de sua gestação
Medicina Fetal

A Medicina fetal é uma especialidade médica, que atua na área da Ginecologia e Obstetrícia, que visa o acompanhamento detalhado de gestações através de aconselhamento genético, ultrassonografia e procedimentos invasivos, sempre visando o bem-estar do binômio mãe-feto. Realiza ainda rastreamento de cromossomopatias através dos exames morfológicos de primeiro e segundo trimestre. É praticada por obstetras com habilitação em ultrassonografia e em medicina fetal com treinamento em ultrassonografia e habilitação em medicina fetal.

O obstetra / ultrassonografista com certificação em MEDICINA FETAL é chamado de Fetólogo. Ele é capacitado para exercer um ramo específico da ciência médica que pode ser definido como “Um conjunto de ações de finalidades distintas - preventivas, diagnósticas e terapêuticas - destinadas a proteger, avaliar e assistir a saúde do feto.” O Fetólogo domina conhecimentos fundamentais de embriologia, obstetrícia, fisiologia da gestação, morfologia e fisiologia fetal, fisiopatologia e dismorfologia, genética médica, neonatologia. Tem como ambiente de trabalho seu consultório médico, clínica, ambulatório ou hospital.

O fetólogo, por formação, conhece e domina métodos de diagnóstico de imagem e endoscópicos necessários para exame médico de seu paciente, o feto, quais sejam ultrassonografia, a ressonância nuclear magnética, a fetoscopia. Conhece e está habilitado a fazer procedimentos diagnósticos no ambiente fetal, guiados por métodos de imagem, notadamente a ultrassonografia, com finalidades diagnósticas diversas, como cariótipo fetal, diagnóstico de infecções fetais, etc.

O médico fetal, em seu consultório, clínica, ambulatório ou hospital de atuação, se relaciona com a gestante e familiares através da consulta médica fetal, onde preenche suas anotações e prontuário médico, segundo normas gerais ditadas pelo Conselho Federal de Medicina. Esta consulta pode incluir o exame físico fetal, realizado através da ultrassonografia convencional, em modo B e avaliação de ritmo cardíaco em modo M. Frequentemente o fetólogo utiliza também em seu exame no consultório, clínica ou ambiente hospitalar, recursos especiais de diagnóstico como Doppler contínuo ou pulsado, estudo tridimensional (3D). A Ressonância nuclear magnética é um método de imagem que em determinadas situações podem colaborar no diagnóstico de lesões estruturais fetais.

Cirurgia Fetal

Muito se conhece do comportamento do feto. Eles eliminam constantemente um liquido que é produzido nos pulmões. Sabendo então que o que determina o risco fetal é o não crescimento e desenvolvimento pulmonar, a oclusão da traqueia fetal faz com que esse líquido não saia, permaneça acumulando no pulmão, permitindo seu crescimento e desenvolvimento. O objetivo da cirurgia não é corrigir a hérnia mas permitir que o bebê possa nascer com capacidade pulmonar, ou seja, capaz de respirar melhor, diminuindo a hipoplásica e reduzindo as chances de óbito.

O que é a Hérnia Diafragmática Congênita

O diafragma é um importante músculo que separa o tórax do abdome, portanto isolando também os órgãos em cada compartimento. O diafragma é o principal músculo envolvido na mecânica da respiração após o nascimento. Ele se forma completamente quando o feto está com 08 semanas.

Por algum motivo, alguns bebês não formam o diafragma, de uma forma parcial, deixando uma abertura, ou mesmo em sua totalidade. Essa malformação é chamada HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA CONGÊNITA. Mais frequentemente esse defeito acontece no lado esquerdo do diafragma. Essa comunicação agora estabelecida fará com que os órgãos do abdome subam e ocupem o tórax. Dependendo do tamanho da hérnia, teremos mais ou menos órgãos abdominais ocupando o tórax. No tórax, temos os pulmões e o coração. A herniação de alças e estômago é freqüente. Quando a hérnia é maior, o fígado também pode ocupar o tórax fetal. Assim sendo, uma grande quantidade de órgãos ou a presença de um órgão sólido como o fígado ocupando o tórax, fará compressão sobre os pulmões e deslocará o coração do seu posicionamento.

Qual a gravidade da Hérnia Diafragmática Congênita?

Existem diversos níveis de gravidade da hérnia diafragmática. Em todos os casos os bebês nascerão em hospital com UTI neonatal. Nos casos leves os bebês se comportam bem, toleram a assistência ventilatoria, realizam a cirurgia definitiva de fechamento do diafragma e possuem boa sobrevida.

Na vida intra-útero se respira-se através do cordão umbilical e da placenta. Mas após o nascimento necessitamos dos pulmões bem desenvolvidos e amadurecidos para que possam fazer as trocas gasosas necessárias para a respiração. A hérnia diafragmática grave, determina a compressão dos pulmões, dificultando ou impedindo, não só o seu amadurecimento mas também o seu desenvolvimento como um todo. Assim, nos casos graves da doença, a criança poderá nascer com insuficiência respiratória, necessitar de UTI neonatal equipada de ventiladores de alta freqüência, óxido nítrico, oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO); a cirurgia pediátrica deixa de ser uma prioridade e somente será realizada após a estabilização do bebê. Alguns bebês podem não sobreviver. Quando diagnosticado dentro do útero e nascido em centro terciário a sobrevida é superior a 70%.

A gravidade da HDC depende de uma série de fatores, os mais importantes listados abaixo:
- O tipo de defeito, se leve ou grave, o que reque avaliação minunciosa do fetólogo através da ultrassonografia. Avaliar o tamanho da hérnia, que estruturas estão herniadas e qual o grau de compressão pulmonar são fundamentais para esse estadiamento. Assim determinamos qual o risco de hipoplasia pulmonar e risco neonatal
- Se existem outras malformações associadas e se existe uma causa genética. Mais uma vez o papel determinante da avaliação da anatomia fetal por meio da ultrassonografia morfológica, do ecocardiograma fetal para afastar cardiopatias congênitas e também de exames que determinam o cariótipo fetal através da amniocentese genética.
- Quando a HDC é uma malformação isolada, precisamos avaliar 1) se o fígado está herniado. O fígado como estrutura sólida determina por si só uma compressão pulmonar capaz de ocasionar hipoplasia pulmonar. 2) O fetólogo deverá estimar a severidade da compressão por uma medida de estimativa de pulmão remanescente, do lado oposto ao da hérnia. Essa medida é chamada relação pulmão-cabeça (RPC).

Fetos com fígado herniado ou com uma relação pulmão-cabeça desfavorável estão relacionadas a elevadas taxas de mobimortalidade perinatal.

O serviço de Cirurgia Fetal da CSM é feito em parceria com a Rede Gestar.

A Rede Gestar de Medicina Fetal é um grupo formado por profissionais altamente especializados e por centros médicos (clínicas, hospitais e laboratórios) de todo o território nacional, que tem como finalidade disponibilizar às gestantes os mais avançados recursos para prevenção, diagnóstico e tratamento clínico e/ou cirúrgico de todas as doenças que podem acometer o feto.

Os objetivos principais da Rede são: garantir contínuo aperfeiçoamento, atualização e integração dos profissionais e das instituições participantes; garantir e facilitar o acesso das gestantes provenientes de todas as classes sociais (setores público e privado) aos centros e profissionais que integram o grupo.